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24/03/2013 - NEGÓCIOS

Sérgio Amado, presidente da Ogilvy no Brasil - uma das empresas do grupo inglês WPP, parceiro no negócio - dá mais detalhes da nova empresa de marketing esportivo do Fenômeno. Amado, que deve assumir um lugar no conselho da empresa, diz que a ideia é faturar R$ 50 milhões em até cinco anos. Confira.     A ideia surgiu na casa do apresentador de tevê Fausto Silva, que todo mês reúne os amigos em torno de uma pizza. Do seleto grupo daquela noite de abril de 2009 faziam parte o publicitário e presidente do grupo Ogilvy no Brasil, Sérgio Amado, e o jovem empresário Marcus Buaiz, herdeiro do grupo capixaba Buaiz que tem negócios em diversas áreas, de alimentação a shopping center.  Foi Buaiz o encarregado de levar o mais ilustre convidado da noite, o jogador Ronaldo Nazário de Lima, que entre uma garfada e outra comentava a preocupação em definir o futuro depois de encerrar a carreira no futebol.    Esta é uma operação que nasce no Brasil e vai para o mundo. A primeira parada será Londres    O Faustão deu a ideia: por que não cria uma empresa de marketing e consultoria esportiva?, diz Ronaldo. Na última segunda-feira, às vésperas do feriado de 7 de setembro, um ano e meio depois da pizza na casa de Fausto Silva, Ronaldo Fenômeno recebeu a reportagem de DINHEIRO para falar com exclusividade de seu mais novo empreendimento, a 9INE, resultado da associação entre ele, o amigo Buaiz e o grupo britânico WPP - dono da Ogilvy e de um faturamento de US$ 6,8 bilhões no primeiro semestre deste ano.    A 9INE nasce com investimentos de R$ 5 milhões - aplicados ao longo dos três primeiros anos - e potencial de receita de R$ 50 milhões dentro de quatro anos. Mais: antes mesmo de abrir as portas na arborizada avenida São Gualter, no elegante bairro de Alto de Pinheiros, a 9INE já registra uma base de pelo menos 100 marcas, que hoje estão na carteira de clientes do grupo WPP no Brasil e no Exterior.    Ronaldo se diz bastante animado com a ideia de trocar os gramados pela vida de empresário e faz planos que incluem seus colegas de profissão. Quero dar consultoria a jogadores de futebol que mal sabem fazer uma declaração de Imposto de Renda. Tem gente com um potencial enorme e que está mal assessorado, garante o Fenômeno, com a autoridade de quem tem um tino empresarial muito bem desenvolvido.    Ronaldo não confirma, mas Kaká e Alexandre Pato estão prestes a assinar contrato com a 9INE para que o ex-camisa 9 da Seleção Brasileira cuide da vida empresarial dos dois fora das quatro linhas. Além disso, o craque dá pistas de que poderá entrar no disputado mercado de compra de jogadores. É um negócio atraente. Você compra dez jogadores e, se um der certo, já paga os outros nove. Eu devia ter investido no Neymar um ano atrás. Agora passou. Putz! Perdi a oportunidade, diz sorrindo. A princípio, o Fenômeno pretende entrar de cabeça na administração da carreira de outros jogadores.    Ronaldo terá como sócios o publicitário Sérgio Amado (Esquerda.), o inglês Martin Sorrell (centro), do WPP, e o empresário Marcus Buaiz (à dir.)   Administrar, aliás, é um verbo que Ronaldo sabe conjugar como poucos em seu meio. A fortuna do craque é estimada em US$ 250 milhões (leia quadro) e não para de crescer, graças ao perfil administrativo que Ronaldo forjou ao longo de 20 anos de carreira e à maturidade que adquiriu depois de alguns tropeços. Até a sua postura diante de impulsos consumistas mudou.    Comprar aquela Ferrari foi uma das maiores bobagens que eu já fiz, diz ele em relação ao carrão italiano, pelo qual pagou US$ 500 mil, 12 anos atrás. Hoje, Ronaldo diz ter uma relação tranquila com o dinheiro. Gasto muito pouco comigo. Não que eu seja pão-duro. É desinteresse mesmo. Tenho tudo, diz. A relação tranquila com a fortuna que amealhou, e continua amealhando, não significa, porém, que Ronaldo seja displicente em relação às próprias finanças. Aplico em fundos de perfil conservador.    Há um ano e meio passei a investir em ações e o resultado tem sido ótimo, afirma. Ele ainda aponta os papéis que compõem sua carteira de ações. Aplico nas tradicionais, Vale e Petrobras e outras menores. O craque acompanha tudo de perto. Sempre que pode, entre uma concentração (que, faz questão de lembrar, ele detesta) e um jogo do Corinthians, checa no computador como andam os investimentos.    Não se mete com as despesas de casa. Dessas, Bia Antony, sua mulher, se encarrega de cuidar.  Ela não esbanja, então fico sossegado, diz o jogador, dando uma boa risada em seguida. Com a agenda carregada que tem, repleta de compromissos ora com o Corinthians, ora com patrocinadores (AmBev, Claro, Vale e Hypermarcas, além da Nike), Ronaldo conta com a assessoria de uma equipe que cuida de seu patrimônio.   O craque fala diretamente com Lula (centro), o premiêr italiano, Silvio Berlusconi( direita) e com o estilista Giorgio Armani (esquerda).    Segundo ele, são 20 profissionais entre advogados, economistas e contadores espalhados por três países: Espanha, Suíça e Brasil. A cada trimestre, Ronaldo  recebe, e diz ler atentamente, relatórios financeiros enviados pelos consultores e também pelo pessoal do Bradesco, encarregado de gerir os fundos de investimento do craque no Brasil.    O lado empresarial do Fenômeno é conhecido apenas por aqueles que estão à sua volta e estes garantem: Ronaldo estipula metas, prazos para cumpri-las e cobra resultados. Ele tem um tino comercial e uma capacidade analítica muito apurados, descreve Fabiano Farah, empresário do jogador há oito anos.    Segundo Farah, não é exagero afirmar que, a cada ano, Ronaldo recebe mais de uma centena de propostas para se tornar sócio de algum negócio mirabolante com taxas de retorno excepcionais. Já propuseram sociedade num negócio com retorno sobre o capital investido acima de 30% em menos de um ano, conta Farah.    Ronaldo ouve com atenção, mostra-se realmente entusiasmado com a ideia alheia, mas só para não ser deselegante com o interlocutor. Os amigos do craque dizem que ele é capaz de demorar meses para tomar uma decisão de investimento.    Ele também é atendido e procurado pelo rei da Espanha, Juan Carlos, FHC e por estrelas como o ator Hugh Jackman, o Wolverine   É um empresário extremamente racional e que não se impressiona com belas apresentações em Power Point, garante Farah. Normalmente, diz ele, na primeira reunião, Ronaldo percebe se o negócio é bom ou não. Um dos lemas do craque, segundo o empresário é: Ter uma boa ideia todo mundo tem, todos os dias.

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