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24/03/2013 - FINANÇAS

A administradora paulista de cartões de crédito Sorocred vai buscar uma fatia do mercado de crédito ao consumidor. Além de administrar uma base instalada de 4,2 milhões de cartões e contar com uma rede de cinco mil estabelecimentos credenciados, a maioria no interior de São Paulo, a empresa agora vai conceder financiamentos aos clientes dos lojistas. Para isso, a Sorocred obteve autorização do Banco Central para operar como empresa financeira. “Vamos mirar diretamente o crédito para o varejo”, diz Luiz Maciel de Lima Filho, que divide com seu sócio, Nilton Ferreira da Silva, a presidência da Sorocred. Como a abertura do mercado de cartões de crédito no ano passado pressionou para baixo as margens do setor, a aposta da administradora é crescer  mediante  uma estratégia agressiva de concessão de empréstimos, reduzindo o nível de exigências.  Foco popular: Lima Filho (à esq.) e Silva emprestarào até R$ 1.200 para clientes da classe C e D que apenas apresentarem documentos pessoais e se deixarem fotografar. O consumidor, por exemplo,  apresenta seus documentos na loja e seus dados são analisados pela empresa em tempo real. “Também fotografamos o candidato, para evitar a ação de fraudadores”, diz Wilson Justo, responsável pelo marketing da Sorocred. “Se o candidato for aceito, ele tem, na hora, até R$ 1.200.” Essa aposta arrojada no crédito é o movimento mais recente de uma empresa que iniciou suas atividades em 1990, na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo. A Sorocred começou como administradora de cartões de pagamento das redes de varejo locais e, posteriormente, tornou-se uma das poucas empresas regionais de cartões de crédito a operar com bandeira própria. No ano passado, com a desregulamentação do mercado de cartões, ela fechou acordos operacionais com as processadoras Redecard e Cielo.   Isso ampliou a base de pontos de venda que aceitam seus plásticos para cerca de 150 mil e contribuiu para atenuar o perfil regional da empresa. “Antes dos acordos, 85% das operações eram realizadas no Estado de São Paulo, mas agora o negócio está mais espalhado”, diz Justo. O foco, porém, não mudou: os clientes são consumidores das classes C e D. Antes dos acordos com as processadoras, os clientes tinham de ter paciência para fazer pagamentos com o cartão da Sorocred. “Era preciso telefonar para a companhia de modo a aprovar o crédito do cliente, o que tomava tempo”, afirma o comerciante Eltom Peres, proprietário de uma pequena loja de material de construção, em Piracicaba, no interior paulista. Foi exatamente para ganhar agilidade que a empresa mudou seu processo de concessão de empréstimos. “Nossa meta é conceder o crédito na hora”, diz Justo. Mesmo assim, o comerciante Peres diz que deixou de aceitar os cartões da financeira. “As taxas cobradas pela Sorocred eram mais salgadas do que as da concorrência.”    Essa aposta no crédito vale a pena? Segundo o economista Roberto Troster, especializado no sistema financeiro, emprestar dinheiro para pessoas físicas está mais fácil do que para empresas, especialmente as pequenas. “A maioria das empresas está reduzindo sua demanda por crédito, mas isso é menos perceptível nos empréstimos para a pessoa física”, diz ele. Assim, quem quiser crescer nesse mercado terá menos dificuldade se mirar no nicho disputado pela Sorocred. No entanto, avalia Troster, esse crescimento embute um componente de risco. Momentos de desaceleração econômica costumam reduzir os salários, o que em geral aumenta o risco de calote. “É fundamental ter processos eficientes de concessão de empréstimo e de cobrança”, diz. A cobrança é feita por meio de boletos bancários. Segundo Justo, a inadimplência da carteira hoje está ao redor de 8,2%, em linha com a média do setor.  

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