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24/03/2013 - ECONOMIA

“A GRIPE SUÍNA ESTÁ CONTROLADA, E A LETALIDADE É SEMELHANTE À DA GRIPE COMUM. O CLIMA DE PÂNICO É FRUTO DA IMPRENSA” JOSÉ GOMES TEMPORÃO, MINISTRO DA SAÚDE O ministro José Gomes Temporão parece estar acostumado a duras batalhas. No ano passado, teve de lutar simultaneamente contra a epidemia de dengue que tomou conta do país e o avanço da febre amarela. eram decisões difíceis. mas nada se compara aos problemas que o ministro da saúde tem vivido nos últimos dias. ele está lutando em duas frentes. e, até agora, parece estar perdendo a batalha. De um lado, a gripe suína que começa a se alastrar e causar um número de mortes preocupantes à população. De outro, Temporão diz viver com um orçamento à míngua, cerca de r$ 2 bilhões menor de que o de 2008, e luta para reerguer o imposto para a saúde. é ele, por sinal, o causador de um mau humor que temporão tem evitado transparecer. A rotina dos últimos dias desdobrou-se entre entrevistas para esclarecer os efeitos da gripe, reuniões técnicas e articulações políticas para a aprovação da emenda 29, que prevê a aplicação de percentuais mínimos do governo para o setor, além da instituição da Contribuição Social para a saúde. “O ministério fecha se não tiver esse dinheiro”, tem dito temporão. O cálculo feito pelo ministro é simples. O projeto que está em análise no Congresso prevê a destinação de 10% das receitas da União para a saúde. Os Estados arcariam com 12% e os municípios com 15%. para que as contas fechem, a CSS é mais que vital, uma vez que injetaria quase r$ 12 bilhões por ano no orçamento do ministério. é verba que compensa, em parte, a perda de R$ 40 bilhões desde que a CPMF foi extinta, em 2007. Ao mesmo tempo em que se debruça em números, Temporão tem tentado ajustar a dotação orçamentária às campanhas de esclarecimento sobre a gripe suína. Desde sua chegada ao Brasil, o vírus matou 34 pessoas até as 21h da quinta-feira 23 e alarmou a população, que ainda se sente desinformada sobre a rapidez e a forma de contágio da doença. e não apenas no Brasil. A gripe é um dos temas da reunião do Mercosul, em Assunção, para onde o ministro viajou na quinta-feira. em conversa com o presidente Lula na terça-feira 21, temporão apresentou a tese de que as taxas de letalidade são semelhantes e que o pânico é fruto da imprensa. “A gripe está controlada”, garantiu o ministro ao presidente. Nos hospitais, no entanto, não é isso o que se vê. Filas, ausência de separação entre os doentes e a mortalidade de adultos em pleno vigor físico preocupam os pacientes. O antiviral Tamiflu, recomendado contra a nova gripe, sumiu das farmácias. para piorar o quadro, o secretário de Ciência, tecnologia e insumos estratégicos do ministério, Reinaldo Guimarães, vai pedir uma suplementação orçamentária para a compra de vacina contra o vírus, mas adiantou que “não haverá vacina para todos”. “Deverão ter direito apenas profissionais de saúde e pessoas que se encaixam no perfil de risco para agravamento da doença”, disse Guimarães. Temporão acredita que a aprovação da Emenda 29 estancaria problemas. “Hoje não temos dinheiro para emergências”, admite o ministro, segundo o relato de um assessor. A conclusão é compartilhada pelo deputado Darcísio Perondi, coordenador da Frente parlamentar da saúde. “muitos estados gastam o dinheiro da saúde em saneamento, obras e restaurantes populares”, explica Perondi. De tudo o que o governo arrecada, 38% são repassados para o ministério da saúde, o que gerou um orçamento inicial, este ano, de r$ 47,7 bilhões. Após sucessivos cortes, hoje o número gravita na casa dos r$ 40 bilhões. temporão diz que não é suficiente. mas é a arma da qual ele dispõe para as suas batalhas.

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