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GUIA EX-2ª PARTE

Definindo um sistema de iluminação em atmosferas explosivas com gases e vapores

 Muitas são as dúvidas que aparecem normalmente para o projetista diante da necessidade deum projeto de iluminação de um ambiente industrial sujeito a riscos de explosões. Antes mesmo de definir o tipo de iluminação, a primeira dúvida a surgir é se a área é ou não classificada.

 A rigor, esta informação (se a área é ou não classificada) deveria ser definida e fornecida pelo dono do empreendimento, conhecedor do que é produzido, das matérias-primas a serem utilizadas, dos processos de produção, etc. O fato é que nem sempre ele sabe e, se souber, na maioria das vezes, é uma informação vaga.

Se considerarmos que o projetista pode ser responsabilizado civil ou criminalmente em caso de um desastre por culpa de um sistema de iluminação que foi mal especificado, será então "fundamental" que esse profissional elabore preliminarmente o desenho de classificação de áreas (que deve ser aprovado pelo cliente) e logo depois defina "passo a passo" o que fazer.

Poeiras

Cor Zonas Presença de poeiras
  20 Permanente, frequente ou durante longos períodos.
  21 Intermitente em serviço normal (provável)
  22 Episódica ou durante curtos períodos de tempo (jamais em serviço normal)


Nota: O esboço ao lado é apresentado a título de ilustração e não poderia, em caso nenhum, servir de modelo ou guia para uma instalação real, a qual é responsabilidade do responsável pela obra.

Tipos de protecção
Símbolo da protecção
Zonas
Definição
Representação simplificada
0
20
1
21
2
22
"c"     Protecção por segurança da construção segundo PrEN 13463-5
A norma estabelece as exigências de construção reconhecidas como seguras para evitar as fontes de inflamação, tais como faíscas provocadas por fricção ou aquecimento. Concerne aos aparelhos onde há movimento e fricção (embraiagens, freios, rolamentos, molas, ...).
 
"d"     Revestimento anti-deflagrante
As peças que podem inflamar a atmosfera explosiva, são fechadas num revestimento que resiste à pressão desenvolvida, durante uma explosão interna de uma mistura explosiva e que impede a transmissão da explosão à atmosfera explosiva circundante do revestimento.
"e"     Segurança aumentada
As medidas são aplicadas a fim de evitar, com um coeficiente de segurança elevada, a possibilidade de temperaturas excessivas e o aparecimento de arcos ou faíscas no interior e nas partes externas do material eléctrico que não se produz em serviço normal.
"i" "ia" Segurança intrínseca
Circuito no qual nenhuma faísca ou efeito térmico é produzido nas condições de prova prescritas pela norma (funcionamento normal e em caso de anomalia) não é capaz de provocar a inflamação de uma atmosfera explosiva.
"ib"    
"m"     Encapsulagem
Modo de protecção no qual as peças que podem inflamar uma atmosfera explosiva, com faíscas ou aquecimentos, são fechadas de tal maneira num invólucro para que esta atmosfera não possa ser inflamada.
"n"         Modo de protecção aplicado a um material eléctrico de maneira que, em funcionamento normal e em certas condições anormais especifícas da presente norma, não seja possível inflamar uma atmosfera explosiva circundante. Há 5 categorias de materiais: Não há produção de faíscas (nA), produção de faíscas (nC), revestimentos de respiração limitada (nR), energia limitada (nL) e invólucros de supressão interna simplificada (nP).
"o"     Imersão
Material eléctrico imerso em óleo.
 
"p"     Invólucro pressurizado
Pressurização interna, mantida em relação à atmosfera, com um gás neutro de protecção.
"q"     Enchimento do revestimento com um material em pó.  

 

Classes de temperatura

Grupo I
Temperaturas < 150°C ou < 450°C de acordo com a acumulação de pó de carvão no equipamento
Grupo II
Classe de temperatura para gases (G) Temperatura de superfície permissível no equipamento eléctrico
T1
T2
T3
T4
T5
T6
450°C
300°C
200°C
135°C
100°C
85°C

Temperatura de inflamação das poeiras

A temperatura de inflamação das poeiras é variável segundo a natureza e a consistência destas. As temperaturas de inflamação para vários tipos de poeira estão disponíveis em tabelas de referência:

Poeiras Temperatura de inflamação
Névoas Camadas de 5 mm
Alumínio 560°C >450°C
Carvão 520°C 320°C
Pó de carvão (lignito) 380°C 225°C
Cacau 590°C 250°C
Grãos de café 580°C 290°C
Milho 530°C 460°C
Celulose de metilo 420°C 320°C
Fibra de papel 570°C 335°C
Resina Fenólica 530°C >450°C
Polietileno 440°C fusão
PVC 700°C >450°C
Açúcar 490°C 460°C
Fuligem 810°C 570°C
Amido 460°C 435°C
Toner 520°C fusão
Trigo 510°C 300°C

Nota: esta tabela de temperaturas é apresentada a título de exemplo e não pode ser usada como tabela de referência.

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